
domingo, 7 de novembro de 2010
Santuários Ecológicos

sábado, 6 de novembro de 2010
Como não ser "Verde"?

Quando se fala em “ecologia”, em “ecologistas”, em “ambientalismo”, logo pode vir a imagem construída de alguém defensor intransigente da natureza, das coisas da natureza. E creio que devam existir muitos daqueles que de forma radical, por uma razão ou outra se encontram inseridos nessa definição comum quando se trata de conceituar visões e ações que visem dar um destaque à natureza, sob um aspecto humano.
Fugindo desses rótulos e modelos sempre impostos pela humanidade no intuito de verificar, ou definir em qual área os seres humanos trafegam, defino o ser “Verde” como alguém que observa a natureza, é um observador e apreciador da natureza, não importando o motivo dessa percepção ser levada a termo.
Temos muitos exemplos de pessoas que foram além da simples apreciação da natureza e devotam ou devotaram as suas vidas em alguma ação voltada não apenas para a preservação, como associaram que os seres vivos em sua totalidade têm em si, ou guardam a essência primeira do Criador; ou que o Criador “fala” através de Sua criação, fazendo com que uma parcela da humanidade consiga chegar ao Criador através dessa perspectiva. E essa percepção está fadada a todos.
Lembro de um amigo, há vinte anos, quando eu estava em um estágio remunerado, no começo de minha vida profissional, e costumávamos conversar durante um intervalo para o cafezinho, e lembro-me de uma conversa que tivemos, onde não lembro porque cargas d’águas a conversa descambou para esse lado, mas ele narrou a sensação de, ao estar sentado na mesa da cozinha da casa de sua mãe no interior do estado, onde por esse tempo se tornou apenas um local de visita, pois ele havia se mudado para a capital com vistas a melhores condições profissionais, e narrava o revoar das abelhas jandaíras à mesa, à cata do açúcar espalhado pela mesa. E segundo ele, eram tão mansas que pousavam em sua mão, andavam pela sua mão sem causar nenhum dano.
Aquele relato singelo, feito com simplicidade, transbordava com riqueza a sensação agradável, digna de memória, que esse momento proporcionou ao meu amigo; relato tão rico, que mesmo àquela altura, quando nem ao menos suspeitava que anos depois estaria muito envolvido com abelhas, mesmo assim proporcionou a construção em minha mente da cena que deveria ser agradável e que trazia ao meu amigo lembranças agradáveis.
Por isso que ser “Verde” é levar em consideração outros aspectos da criação, além dos aspectos construídos pela humanidade, procurando ver que esses outros aspectos da criação demonstram que a existência humana é apenas mais uma existência na face da terra; talvez a existência que tenha logrado êxito em termos de desenvolver meios mais eficazes de sobrevivência, ou numa linguagem biológica, encontrou meios mais eficazes de perpetuar a sua espécie, mas que mesmo assim, as outras existências merecem o seu lugar e continuam na luta pela sobrevivência, “luta” essa que muitas vezes provoca beleza.
sábado, 16 de outubro de 2010
Avanço do Mar

A foto é recente e mostra um fato observado desde o ano passado na praia do Icaraí/Ce., haja vista que o avanço do mar aconteceu de forma quase abrupta, e o condomínio mostrado na foto ficava a mais de cem metros do mar, e hoje a distância se tornou muito pequena. A foto é diminuta mas, acho que dá para notar um cano de água aflorando da pequena duna, que se tornou uma testemunha que tal avanço implementou nas barracas de praia próximas, que tiveram que recuar terra adentro. Dizem que tal avanço deveu-se às intervenções humanas em outros locais da costa litorânea. em que o mar teve que compensar a perda de algum território para o homem "invadindo" outro local da costa. Há também os que apontem a causa ao degelo que ocorre nas calotas polares por conta do aquecimento do planeta; o certo é que uma paisagem se modificou e hoje transforma-se em ameaça para as construções feitas nesse pedaço do litoral. E já existem notícias que providências estão sendo tomadas pelas autoridades constituídas, com o fito de evitar a progressão do avanço, fato constatado in loco, onde uma tecnologia utilizada nos EUA com enorme sucesso está sendo usada por essas bandas.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Mata Atlântica à Beira-Mar
Capital Ecológica



Em 2009 fui a Curitiba e constatei duas realidades muito divulgadas: realmente é uma cidade muito fria em termos climáticos, e isso devido a uma maior elevação em relação ao nível do mar; e a segunda é que realmente é uma cidade onde o ambientalismo é muito valorizado, uma cultura ambientalista que acha-se encravada em todos os recantos da cidade.
Capitalismo Ecológico

A venda de uma mercadoria para lá de ecológica, que no caso mostrado acima trata-se da venda informal de produtos das abelhas em pleno centro comercial de uma metrópole do Sul do país. Sinceramente foi uma surpresa agradável, mas que não chegou a ser uma novidade pois já sabia que esse estado brasileiro era, e ainda deve ser um dos maiores produtores de mel do país.
Um comércio sadio feito com um produto saudável e totalmente ecológico.
João-de-Barro na Serra de Guaramiranga

Essa foi uma das imagens que mais me emocionaram em minha vida, e aparentemente seria um exagero de minha parte, mas a razão esteve na surpresa ao me deparar com esse pássaro para lá de exótico, criativo, inteligente e interessante que temos no Brasil, numa serra próxima à minha cidade, em uma região de clima semiárido, onde eu julgava nunca encontrar esse pássaro por essas bandas. Imagina ver essas casinhas de barro, algum dia, em algum outro estado brasileiro em que essa ave é mais encontrada, como na região centro-oeste e sudeste. Mas foi um "presente" e tanto para quem é ambientalista.
