
domingo, 22 de maio de 2011
Abelha Jandaíra

quarta-feira, 9 de março de 2011
Campanha da Fraternidade 2011

Ontem, na televisão, assisti algo a respeito do Lançamento da Campanha da Fraternidade de 2011, e pelo título logo tive uma ideia do que trataria essa Campanha. Hoje, ao pesquisar um pouco constatei que o tema é bem atual.
Mais notícias nesses dois links: http://www.portalkairos.net/campanhadafraternidade/default.asp e http://www.oarcanjo.net/site/index.php/cf/objetivos-da-campanha-da-fraternidade-2011/
terça-feira, 8 de março de 2011
Jeito Místico de Ser

Depois da última postagem, em que coloquei a palavra "místico", me veio uma inspiração de refletir um pouco sobre essa palavra e do que ela pode significar em um contexto amplo. Primeiro que ao contrário de associar a palavra "místico" a algum tipo de conduta esotérica, no meu caso é apenas para me referir a uma abordagem afeita à espiritualidade, onde procuro desenvolver a espiritualidade cristã sob um prisma que pode muito bem ser caracterizado como "místico", pois tenho em conta de que o Criador "fala" a partir de Sua criação.
A contemplação a partir dos elementos naturais está longe de ser uma atitude de possível construção de outras formas de adoração, que no caso seriam aos elementos naturais, pois tenho em mente que a criação nunca poderá fazer frente ao Criador.
E outra reflexão que faço é que somente com alguma experiência nesse campo da espiritualidade, aliada a uma maior idade (44 anos), se torna possível para mim, hoje, abordar esse tema de forma, digamos, singela, ou sendo mais radical, como algo que remete a uma sensibilidade que se vista com olhos menos afeitos nesta seara da espiritualidade pode ser tomada como uma abordagem colorida demais. Então vejam o perigo que corro ao abordar um tema que me pode ser caro em termos de ser mal interpretado. Por isso que a construção dessa visão deve se ater somente na linha do "azul" e do "verde".
Então, é procurar me ater na linha proposta pelo blog, uma linhagem ambientalista em conjunto com uma visão espiritualista, aliada à contemplação a partir do registro de fotografias, com uma pitada de bom humor, procurando não cair no exagero, para que a visão contemplativa do mundo e as reflexões advindas desta visão possam ser um registro gratificante não somente para o dono do blog, mas uma visão e reflexões abertas a quem porventura possa se beneficiar com as mesmas.
Lugar Místico II

Nesse outro lugar, distante uns cem quilômetros, o que o torna memorável não são as vibrações auditivas positivas como as demonstradas no post anterior, mas a beleza natural do lugar, que também carrega algo místico; e toda vez que ali me encontro há a contemplação e a tentativa de registro desses momentos através de fotografias, o que se torna um dos focos principais desse blog, apesar de que as fotos em questão sejam de um pretenso fotógrafo amador.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Noite

Acho que todos devem ter um lugar que se torna memorável por alguma razão, e tem um lugar que pelo menos uma vez ao ano procuro passar nem que seja um final de semana para voltar a ter determinadas sensações que somente este lugar proporciona. Eu tinha outra foto que acho mais de acordo com o lado "místico" do lugar, mas não encontrei e usei essa acima mesmo. Esse lugar fica distante uns trezentos quilômetros de minha cidade e o que o tornou memorável não foram as atrações naturais do lugar durante o dia, mas algo prosaico, simples, oferecido à noite.
Simplesmente na falta de sono, depois de me distrair assistindo televisão - algo que em casa raramente faço -, e de me pegar rindo desses seriados americanos, ao colocar a cabeça sobre o travesseiro para dormir começo a ouvir os sons vindos da BR que passa em frente, e os sons que mais me fascinam são os sons dos caminhões trafegando e suas freiadas originais.
Aquele movimento noturno me dá a impressão de estar em um lugar tipo "fim do mundo"; parece que estando parado naquele lugar me dá a sensação de estar à parte no mundo; de que o mundo continua a transitar, mesmo à noite e naquele lugar ermo, e por estar naquele lugar àquele momento, tenho uma sensação meio diferente, mas realmente é muito gratificante, só se igualando ao também barulho do mar, quando tem-se a oportunidade de dormir ouvindo o mar.
sábado, 5 de março de 2011
A Vida





Nessa sequencia de fotos temos um "ataque" frontal de um jabuti a uma planta ornamental. Essas imagens podem ser consideradas como algo banal, normal, corriqueiro, sem acarretar um maior interesse a quem está longe de voltar os olhos para o meio natural. Mas aos meus olhos são uma amostra viva de que as relações entre os seres vivos podem nos fazer refletir o quão em termos de evolução nas relações sociais os homens conseguiram alcançar, onde essas mesmas relações sociais se efetuam segundo normas de conduta construídas no decorrer dos tempos, deixando para trás qualquer conduta semelhante ao caso mostrado acima. E confesso que essas imagens mais cedo ou mais tarde seriam postadas, porque as considero um exemplo de como as existências são desenvolvidas no planeta a todo momento, onde de forma visível ou invisível essas relações se desenvolvem mundo afora.
E faço uma comparação de que a vida é isso mesmo, que a despeito da pretensa organização nas relações sociais humanas, qualquer um, a qualquer momento, pode se ver em um momento que foge dos padrões de conduta e da lógica colocada pelos homens a tudo e a todos. Pois segundo pretendem os homens, o mundo deve seguir essa mesma lógica construída para que tudo ocorra segundo o planejado. Mas a vida sempre surpreende. E tomando por base o exemplo acima pode-se compreender como a vida é efêmera, frágil, sujeita aos fatores externos a ela mesma para continuar, ou não, a própria existência. E uma vez confirmada a inevitável fragilidade da vida frente aos inusitados do mundo tem-se várias reações, que vão do desespero ao apego por "sistemas" construídos e que promovam uma ideia de estabilidade necessária ao bom viver.
Mas vejam como a vida dos seres vivos está entregue à própria sorte no mundo, e pensei muito antes de digitar essa reflexão, pois desconfiava e ainda desconfio de que a mesma sendo tomada como uma pilhéria poderia espantar os parcos leitores que julgo ter; mas não me contive e digito com toda a certeza de que a nossa vida, independente da tomada de proteção e de uma lógica construída nas relações humanas, sempre está a depender das relações externas, chegando a se assemelhar ao caso contundente colocado acima em forma de imagens, que podem ser surreais; pois uma planta ornamental estando em um local o mais apropriado possível para a própria existência (um jardim) e mesmo assim aparecer um jabuti, ainda mais sendo um ser totalmente herbívoro a colocar em perigo a própria existência, só poderia ser tido como algo surreal.
Ainda bem que existem outros seres vivos que promovem uma conduta mais afeita às tentativas feitas pelos homens de colocar ordem em tudo. Me refiro às abelhas, que para quem não conhece as relações sociais das mesmas, existe uma casta mais numerosa (operárias) que desde que nascem, se não forem aquela escolhida para ser a rainha responsável pela reprodução da espécie, terá uma vida que aos olhos humanos se assemelham em tudo a uma vida proletária, pois segundo os estudiosos no decorrer da existência e do ganho de experiência dentro da colônia, executam tarefas que vão da limpeza à construção das estruturas externas, são responsáveis pela alimentação da rainha, entre tantas outras tarefas, para finalmente conseguirem chegar ao posto de campeiras, que são as abelhas responsáveis pela coleta do néctar e do pólen nas flores que se encontram fora da colônia.
Aos olhos humanos temos um exemplo de organização social que prima pela organização, onde cada ser executa a sua função sem mais delongas, sem greves (como se referiu o Padre Huberto em seu livro), e aos olhos humanos temos uma chamada "zona de conforto" já explanada em outro post, que seria aquela condição favorável exposta por outros seres vivos, que conduzem a uma sensação de estabilidade e ordem tão necessária aos homens, de acordo com uma lógica construída no decorrer dos tempos.
Mas vou finalizar essa reflexão com uma observação meio que surreal que pode muito bem ser também tomada em tom de pilhéria, mas creio que o exemplo de desapego ofertado pelas abelhas operárias frente a uma falta de interesse de também buscar para si a situação cômoda colocada à rainha, que goza de uma ociosidade e licenciosidade fora do comum no mundo dos insetos, a mesma se dá porque a despeito da carga de trabalho colocado e executado pelas campeiras, essas mesmas compeiras de repente têm uma recompensa que está fora do alcance da rainha e zangões atrelados à mesma, em seus desvarios em termos sociais: as campeiras compensam a falta de um maior "contato animal" com o "contato vegetal" proporcionado pelas flores, que aí, poeticamente, ou literalmente falando promovem uma relação que se vista por uma olhar ameno é apenas uma relação natural de reprodução (da planta) junto a uma relação extrativista (das abelhas), uma se "locupletando" da outra. Mas se olharmos bem, com outros olhos, "olhos poéticos", temos aí uma relação frutífera em todos os sentidos para os seres vivos envolvidos nesta relação animal/vegetal. E aí saímos mais uma vez daqueles parâmetros sempre colocados pelos homens, pois entre uma abelha e uma flor existem mais mistérios do que remete a nossa vã filosofia.
sexta-feira, 4 de março de 2011
E-book II

Engraçado, ontem começei a digitar algo para o blog no intuito de atualizá-lo e não deixá-lo "parado", e há algum tempo me debruço sobre a questão do e-book, da influência da nova tecnologia e no que trará de novo para os que gostam de se debruçar sobre as palavras escritas, seja na intenção de consumir as mesmas, seja na intenção da simples "produção".
Texto correto, bem postado, seria mais uma bela dissertação sobre um assunto muito em voga. Mas algo me dizia que aquele assunto, tal qual tantos outros que postamos sob uma forma mecânica, seria algo enfadonho, algo que poderia levar a uma constatação precipitada de que seria mais um texto para enaltecer o ego do blogueiro. E o texto enfadonho (Ebook I) ficou de lado, virou um "rascunho" no blog, que talvez um dia me interesse em postá-lo. Mas me aproveitei apenas da ilustração acima que "pesquei" na Internet por falta de uma foto própria.
E me debruçei sobre outras reflexões interessantes, onde o cerne da questão estaria não tanto centralizado no local ou locais em que são feitas as palavras escritas, mas no porquê da necessidade de se escrever ou ter essa maneira de se expressar muito em conta, ao ponto de se transformar no meio preferido ou de predileção de muitos que se arvoram no mundo das palavras escritas.
Outra reflexão bem interessante é a constatação de que só há a "fabricação" de palavras porque são elas uma maneira muito eficaz de se colocar na ordem do dia a necessidade de se comunicar, às vezes até mais consigo próprio do que com terceiros; muitas vezes se torna uma comunicação de si para si, não carregando a virulência da busca pelo poder, como geralmente são as construções humanas; e a construção da palavra escrita não escaparia de tal fundamento.
E mesmo não se chegando em uma conclusão acerca da necessidade de se escrever (ou digitar), até mesmo porque seria mais uma busca enfadonha, pelo menos pode-se constatar que o ato de escrever (ou digitar) é totalmente influenciado pelo mundo em que vivemos, pela existência vivida que carrega nas palavras a experiência de vida e está sujeito às intempéries e felicidades encontradas em cada existência.
Aqui chega-se em uma reflexão importante. Até que ponto as influências do mundo devem sujeitar a escrita? Ou poderiam os "fabricantes de palavras" ficarem imunes ao que acontece ao redor? Ou o ficar ou não ficar imune é que caracterizaria o estilo de cada "fabricante de palavras" e por isso mesmo todos estariam sujeitos a tomar uma posição, mesmo sabendo que ainda existe a posição do "estar em cima do muro"? Ou a escrita deve reconhecer que as experiências exteriores são a matéria-prima inevitável em qualquer composição que se pretenda literária? Ou cada "fabricante de palavras" deve-se abster do controle racional na "fabricação de palavras" e "fabricá-las" não como manda o figurino, mas sempre em um ato evolutivo de constestação eterna, do ir contra a maré sempre, em busca de uma própria identidade?
Pelo visto tive razão em achar aquele primeiro texto que desenvolvi algo chato, mecânico, pois a discussão sobre a "produção de palavras" sempre será mais rica e abrangente do que o local "visível" ao qual as mesmas se destinam.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Mata Atlântica à Esquerda
Imagens
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Horizonte Azul

Essa foto foi feita em 2009 a partir de um mirante localizado no Sudeste e retrata a condição sempre presente de em alguns momentos nos elevarmos espiritualmente, e nem sempre quer dizer - para se conquistar essa visão -, caminhar ou trafegar literalmente em um relevo mais elevado em termos geográficos, mas ter uma perspectiva elevada de si sobre o mundo, quando numa visão atemporal conseguimos sobrepor a visão temporal.
Coisas extraordinárias acontecem em ambientes mais elevados em termos geográficos, principalmente quando se trafega por esses meios com uma perspectiva já construída ou desenvolvida. Até mesmo sob um prisma bíblico tem-se essa importância dos relevos mais altos para a espiritualidade; e daí que sobressai uma visão mais elevada do que a que temos no reduto da planície, uma visão mais de acordo com as coisas do Alto.
O "verde" entra apenas como um aliado na construção dessa perspectiva, ou conquista dita espiritual, servindo de "instrumento", levando em consideração de que há uma intervenção do Criador, que Se utiliza da própria criação ("verde") para mostrar uma Caminhada além do próprio "verde".
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Visão
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Montanhas e Lembranças


Sempre gostei das montanhas, que também são chamadas de serras. E esse encanto pelas serras talvez tenha nascido no tempo de menino, quando passava as férias na casa de parentes no interior do estado em que o quintal da casa onde nos hospedávamos acabava numa serra, ou a serra começava a partir dos quintais das casas. E no cume daquela serra havia um Cruzeiro que nunca tive a oportunidade de visitar, dada a minha curiosidade que era fomentada pela aventura da escalada daquela encosta. Mas meu pai nunca permitiu, alegando que nas trilhas haviam cobras. Um dia ainda irei escalar aquela serra.
Na mesma casa, numa manhã meio que fria com cheiro de café torrado e moído na hora e levado ao fogão à lenha, abri a porta que dava para a rua e olhei para as serras ao longe e me chamou a atenção que nos cumes das mesmas houvesse algo branco, parado, parecendo nuvens, mas que tão paradas no mesmo lugar, só poderia ser neve. Na minha imaginação infantil de então, regada pelos filmes da TV, aquilo só poderia ser neve, o que foi confirmado por um primo mais velho que não teve coragem de desfazer o brilho no olhar do primo mais novo.
E muitas serras vieram durante a minha vida. Umas mágicas, outras fascinantes, e mais outras inesquecíveis. A serra é uma parte do relevo que realmente me chama a atenção.
Poderia descrever cada particularidade em algumas serras especiais que visitei, mas que de repente se tornaria enfadonho e cansativo lembrar e descrever nesse blog. Mas além de serem uma parte do relevo que ganha destaque, um dia me deparei com a constatação de que montes, montanhas, lugares mais altos em termos geográficos sempre foram lugares em que acontecimentos extraordinários, espiritualmente e religiosamente falando, teriam a predileção de acontecer, levando em consideração as narrativas bíblicas.
Nesse contexto da espiritualidade, poderíamos levar em consideração os lugares mais altos em termos geográficos apenas como um simbolismo, algo como a significar ou simbolizar que os lugares mais altos estariam mais próximos do céu, tendo, assim, essa maior afinidade e facilidade de acontecerem fatos extraordinários. Mas pelo que podemos constatar, lugares mais altos carregam literalmente essa capacidade de fornecer momentos afeitos à espiritualidade. Então, estar em uma serra, além do deslumbre com a riqueza natural temos uma possibilidade maior de adentrar numa perspectiva mais afeita à espiritualidade.
Apenas um texto "confeccionado" nesse instante, como lembrança boa do tempo de menino e das aventuranças.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
O Jardim

As fotos acima foram feitas em dois momentos diferentes, em dois locais distantes um do outro, e apenas servem para figurar uma reflexão sobre a necessidade, ou a oportunidade conferida àqueles que de repente olham para o jardim - um local que a princípio seria apenas um acessório da residência -, e encontram um paraíso escondido. Coisas fantásticas acontecem nos jardins.
Conheço pessoas que descobriram no jardim - ou no quintal -, paraísos escondidos que de alguma maneira proporcionaram e ainda proporcionam momentos ímpares em termos contemplativos. E essa minha observação foi construída através de uma convivência direta - e na maioria da vezes indireta -, com algumas dessas pessoas que me inspiraram a escrever o meu último livro, que nasceu dessa minha observação agregada a experiências mais diretas em termos de espiritualidade.
E uma dessas inspirações vem de longe no tempo. Lembro que li um livro sobre a abelha Jataí de um autor que se propôs a escrever sobre a mesma, e da leitura agradável e abrangente em termos de meliponicultura guardei um momento em que o autor relatava que seu interesse pelas abelhas nasceu de forma espontânea; quando em um belo dia se deu conta que uma colônia havia se instalado em um cogumelo ornamental feito de alvenaria, no qual a entrada das abelhas se deu através do furo destinado ao fio elétrico responsável pela iluminação da peça ornamental. A partir daí as suas atenções se voltaram para aquele povo alado e nasceu, de pronto, mais um meliponicultor ativo e atuante.
A descoberta dessa visão micro nos faria transportar para um outro mundo diferente, com leis próprias, naturais, seguindo um ritmo certo, sem sobressaltos. E pode até haver um "transporte" literal, onde a inspiração de determinado estilo de vida ofertada por seres sociais que seguem certa ordem organizada - aos olhos humanos -, influenciariam sobremaneira na nossa visão de mundo, onde do micro teríamos a abertura para o Macro.
O interessante nessa reflexão não é a meliponicultura, ou as abelhas e seu modo de vida, mas a constatação de que ao homem é dado o mecanismo da razão que regaria a contemplação, acontecendo um "transporte" e a conquista de uma saída, que no caso seria a constatação da vida acontecendo em uma escala diminuta, em um pequeno espaço, servindo de ancoradouro, ou zona de conforto. Daí que, como pretensa conclusão temos que todos têm a sua chamada "zona de conforto", mesmo que não reconhecida como tal. E o reconhecimento da existência das chamadas "zonas de conforto" promovem a capacidade - através desse reconhecimento -, de que estamos ou estaríamos em uma delas. Daí que consegue-se - através desse reconhecimento -, uma facilidade maior para nos transportarmos de uma zona de conforto para outra até que finalmente possamos chegar naquela que preencha essa necessidade humana de seguir determinados parâmetros como guias a mostrarem uma conduta que satisfaça a conquista das necessidades, básicas, ou não. E creio que depois de certa idade as conquistas acabam, de um jeito ou de outro, saindo do âmbito material para o âmbito espiritual. E nesse caso os jardins se prestam muito bem a isso em um primeiro momento, tendo um papel coadjuvante no enriquecimento espiritual.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Um Meliponário



Esse meliponário pode nos dar uma ideia de que qualquer lugar um pouco mais arborizado pode ser um ótimo local para instalar algumas colônias de abelhas sem-ferrão.
Visualizei esse meliponário em um outro estado e realmente a simplicidade nas instalações produz uma beleza sem igual. O responsável pelo lugar tratou até de colocar uma flores estilizadas no apoio principal das caixas, rente ao chão, para mostrar a relação entre flores e abelhas. Vale a pena se inspirar em tais imagens.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Camarada Sanhaço



Trajetória Verde

Muitos, por se verem inseridos em um ciclo vicioso de estar sempre tentando galgar conquistas e terem um noção de que esse "galgar" pode se tornar a razão da própria existência, sendo uma conduta danosa, principalmente para si mesmo, provocando nessa forma de trafegar no mundo um desgaste do próprio organismo de forma precoce, acabam, em algum momento da vida voltando os olhos para as "coisas naturais". E essa visão pode ser entendida sob vários aspectos, pois vai desde caminhadas em praças, áreas verdes; passando por uma busca por uma alimentação mais saudável em que no prato os vegetais ganham destaque; o desenvolvimento de uma espiritualidade vinda do oriente, como a observada na filosofia budista; e um estilo de vida que é observado como forma de ser um caminho alternativo para fazer frente ao estilo anterior, ou pelo menos haver uma melhor convivência no estilo anterior de vida, onde o resultado final seria a tão falada qualidade de vida.
Acho válido e compreendo que muitos só procuram "olhar para o horizonte" quando, geralmente, o barco está querendo afundar no sentido de que o organismo possa dar algum sinal de desgaste ante os estresses habituais. Então há, por parte de muitos seres urbanos, essa nítida procura em algum momento de suas vidas, e isso acontece de forma genérica, em todas as classes sociais.
E a minha reflexão recai na observação de que é necessário a esses seres, ou a muitos desses seres urbanos passar por etapas que estão mais à mão, pois os que possuem uma maior gama de informação geralmente passam por essas etapas. E creio que conhecer a si mesmo começa por saber que realmente "somos o que comemos", que os alimentos têm sim, um importante papel na manutenção e "aspecto final" dos nossos organismos.
Passada a etapa do conhecimento da importância de haver uma observação quanto ao que ingerimos, há, ou deveria haver, uma abertura maior para o que as plantas nos fornecem, pois além de nos nutrir direta ou indiretamente, pode-se ter a visão abstrata que as mesmas fornecem, e por essa "visão abstrata" entendam como a possibilidade de vislumbrar o Além.
Religiões orientais têm, em sua maioria, o seu alicerce montado a partir dessa visão, e aqui vejo a necessidade de se passar por etapas de contemplação, ou de percepção, até porque essas religiões, mesmo sendo caminhos alternativos, têm a sua razão de ser e podem fornecer os elementos espirituais necessários para a observação do Todo.
Mas aí pode-se passar por mais essa etapa de contemplação de observar religiões tidas como exóticas, pois são oriundas de outras culturas, e finalmente começar a observar a religião da nossa cultura ocidental, que mesmo proveniente do Oriente fora construída e levada adiante devido a uma Intervenção Direta do Criador, sendo mesmo um dos alicerces do nosso mundo ocidental.
Resumo da ópera: seja "verde", mas que o verde não se torne a cor única da vida, apenas uma cor como qualquer outra, que mesmo sendo especial não pode, enquanto criação, fazer frente ao Criador, ou substituir o Criador.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
O Bonsai Seria Ético?

No que pese o meu respeito à cultura oriental (já que o bonsai faz parte da cultura japonesa e chinesa) e mesmo sendo um admirador de tais culturas, vou apenas discorrer sobre uma questão que depois de entender direito sobre as técnicas utilizadas para a obtenção de um bonsai é que me dei conta que uma intervenção em um planta para a mesma propiciar um resultado bonito aos olhos pode ser algo antinatural ao extremo.
Houve um tempo em que devido ao meu interesse pelo mundo das abelhas sem-ferrão, esse interesse me levou a ver as plantas com outros olhos. E o bonsai fatalmente entraria no rol das plantas cultiváveis e acessíveis para tais abelhas. E ainda tentei cultivar uns bonsais desde uma muda de planta, geralmente frutífera, para treinar a tão conhecida paciência oriental e ter ao alcance dos olhos uma parte da natureza que poderia até mesmo ficar no interior de casa. Essas tentativas não lograram êxito, pois as mudas sempre morriam. Talvez por falta de um adubo, ou por não conseguir fazer o corte das raízes no momento certo.
Tirando qualquer imbróglio numa vertente mais ligada à espiritualidade que mais tarde também pesaria na questão, abandonei a ideia de sequer adquirir um bonsai "adulto" por considerar que os meios empregados para cultivá-los poderiam ser totalmente tomados como uma forma de tortura, pois arames são empregados como meio de contenção do crescimento do tronco e dos caules.
Mesmo assim, ler um pouco sobre os bonsais nos traz um tipo de conhecimento que era uma das razões para o desenvolvimento e manutenção dos mesmos. Há uma lenda dando conta que a origem dos bonsais deveu-se à observação de pequenas árvores que se encontravam nos cumes das montanhas e devido à ação dos fortes ventos aliado a um solo pedregoso e difícil para desenvolver raízes, já que os altos cumes das montranhas geralmente apresentam esse tipo de relevo, essas pequenas e belas plantas seriam consideradas como um exemplo de beleza e por isso dignas de serem replantadas em bandejas e usadas como um objeto a ser contemplado.
A foto acima foi feita a partir de meu aparelho celular que não possui uma resolução muito boa em uma feira de plantas ornamentais que sem querer me deparei.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Um "verde" na Estrada
domingo, 7 de novembro de 2010
Santuários Ecológicos

sábado, 6 de novembro de 2010
Como não ser "Verde"?

Quando se fala em “ecologia”, em “ecologistas”, em “ambientalismo”, logo pode vir a imagem construída de alguém defensor intransigente da natureza, das coisas da natureza. E creio que devam existir muitos daqueles que de forma radical, por uma razão ou outra se encontram inseridos nessa definição comum quando se trata de conceituar visões e ações que visem dar um destaque à natureza, sob um aspecto humano.
Fugindo desses rótulos e modelos sempre impostos pela humanidade no intuito de verificar, ou definir em qual área os seres humanos trafegam, defino o ser “Verde” como alguém que observa a natureza, é um observador e apreciador da natureza, não importando o motivo dessa percepção ser levada a termo.
Temos muitos exemplos de pessoas que foram além da simples apreciação da natureza e devotam ou devotaram as suas vidas em alguma ação voltada não apenas para a preservação, como associaram que os seres vivos em sua totalidade têm em si, ou guardam a essência primeira do Criador; ou que o Criador “fala” através de Sua criação, fazendo com que uma parcela da humanidade consiga chegar ao Criador através dessa perspectiva. E essa percepção está fadada a todos.
Lembro de um amigo, há vinte anos, quando eu estava em um estágio remunerado, no começo de minha vida profissional, e costumávamos conversar durante um intervalo para o cafezinho, e lembro-me de uma conversa que tivemos, onde não lembro porque cargas d’águas a conversa descambou para esse lado, mas ele narrou a sensação de, ao estar sentado na mesa da cozinha da casa de sua mãe no interior do estado, onde por esse tempo se tornou apenas um local de visita, pois ele havia se mudado para a capital com vistas a melhores condições profissionais, e narrava o revoar das abelhas jandaíras à mesa, à cata do açúcar espalhado pela mesa. E segundo ele, eram tão mansas que pousavam em sua mão, andavam pela sua mão sem causar nenhum dano.
Aquele relato singelo, feito com simplicidade, transbordava com riqueza a sensação agradável, digna de memória, que esse momento proporcionou ao meu amigo; relato tão rico, que mesmo àquela altura, quando nem ao menos suspeitava que anos depois estaria muito envolvido com abelhas, mesmo assim proporcionou a construção em minha mente da cena que deveria ser agradável e que trazia ao meu amigo lembranças agradáveis.
Por isso que ser “Verde” é levar em consideração outros aspectos da criação, além dos aspectos construídos pela humanidade, procurando ver que esses outros aspectos da criação demonstram que a existência humana é apenas mais uma existência na face da terra; talvez a existência que tenha logrado êxito em termos de desenvolver meios mais eficazes de sobrevivência, ou numa linguagem biológica, encontrou meios mais eficazes de perpetuar a sua espécie, mas que mesmo assim, as outras existências merecem o seu lugar e continuam na luta pela sobrevivência, “luta” essa que muitas vezes provoca beleza.